VENDO RIM OU TROCO POR MOTO*

14 10 2008

 

 

 

 

ATENÇAO!!!! ESTE NAO E UM ESPAÇO PARA DIVULGAÇAO / NEGOCIAÇAO DE PARTES DO CORPO! ISTO E CONTRA A LEI E SE COMENTARIOS PEDINDO, OFERECENDO, NEGOCIANDO CONTINUAREM A APARECER, VOU DENUNCIAR AS AUTORIDADES COMPETENTES. RESPEITEM O ESPAÇO DE DIVULGAÇAO DO MEU TRABALHO!!!

OBRIGADA.

 

 

“Sou saudável, não fumo, não bebo. Disponibilidade para viagens. Metade do pagamento antes da cirurgia”. Parece até coisa de filme, mas a internet está cheia de anúncios como esse, em que pessoas oferecem partes do corpo a quem precisa de transplante. Um rim varia de R$ 30 mil a R$ 300 mil. Um pedaço do fígado pode chegar a 50 mil reais. “Há oferta porque há procura” diz Volnei Garrafa, coordenador da Cátedra de Bioética da UNESCO da Universidade de Brasília. “Quem compra é alguém com dinheiro. Quem vende é alguém vulnerável. A lei brasileira, ao invés de proteger o mais frágil, vulnerabiliza ainda mais, dando a ele a possibilidade de mutilar seu próprio corpo para pagar a hipoteca de uma casa ou a internação de um filho. É um negócio completamente imoral”, indigna-se. Volnei Garrafa se refere à lei 10.211, que permitiu a doação entre não parentes para tentar diminuir a demorada fila de doação de órgãos no País, hoje com mais de 71 mil pessoas.
As justificativas dos vendedores são parecidas, sempre calcadas em urgências financeiras ou uma “boa causa”. João*, militar de 36 anos, diz nunca ter pensado em uma coisa dessas até o filho sofrer um acidente. “Para salvar meu filho faço o que for preciso”, disse à Folha Universal.

Dez anos de fila
Na outra ponta dessa polêmica estão pessoas como Maria*. Há dez anos ela descobriu que seus rins não funcionavam direito e precisaria de transplante urgente. “Eu estava grávida na época, e os médicos disseram que não sobreviveríamos”, conta. Sobreviveram. Mas desde então ela é escrava da hemodiálise, não pode trabalhar e não sabe em que lugar da fila se encontra. “Já vi muita gente morrer na fila. Gente que fazia diálise comigo. Mas apenas os pobres morrem. Rico não fica na fila”, acredita. Ela acompanha os anúncios da internet e está disposta a negociar. “Mas só posso pagar até R$ 20 mil e eles querem R$ 300 mil”, lamenta. Mesmo que Maria consiga acertar o preço, o negócio ainda é cercado de riscos médicos e burocráticos. Se algo der errado, é certo que ela não terá o dinheiro de volta.
“O transplante entre vivos é muito arriscado. As chances do doador desenvolver insuficiência renal depois é grande e há risco de morte na extração”, diz Francisco de Assis, fundador da Organização Não Governamental Adote, que promove a doação de órgãos no Brasil. Ele acredita que o problema da fila é a captação. “Nós temos hoje cerca de 12 mil possíveis doadores por ano no Brasil. Mas de cada 100 possíveis doadores, apenas dez ou 12 doações se concretizam”. Volnei Garrafa concorda: “o Brasil tem muitos jovens morrendo, não faltam órgãos. O que falta é um sistema adequado de captação. Não há equipamentos para diagnosticar corretamente a morte encefálica, muitos órgãos se perdem, há poucos doadores e principalmente uma desconfiança no sistema de saúde”.

Jogo de empurra
O artigo 15 da lei de número 9.434 determina pena de três a oito anos e multa para quem comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano. E a mesma pena para quem promove, intermedia, facilita ou leva qualquer vantagem com a transação. Embora algumas quadrilhas – como uma que a atuava em Recife aliciando pessoas para o tráfico internacional – tenham sido desmontadas no País, nunca houve maior preocupação por parte das autoridades em relação ao comércio na internet.
Paulo Quintiliano, chefe da perícia de informática da Polícia Federal, diz que a venda de órgãos é um crime previsto por uma lei específica e que a internet é apenas um veículo para cometê-lo. Dessa forma, a venda não se enquadra como crime eletrônico. A assessoria do Ministério Público Federal diz que “não há crime federal nesse caso porque se trata de negociação entre particulares e, portanto, sem interesse da União”.

Novas regras
Para aumentar o número de doações e diminuir o tempo de espera na fila, o Ministério da Saúde lançou, dia 25 de setembro, um pacote de medidas que inclui o reajuste dos valores pagos às equipes de transplantes dos hospitais, bonificação de 100% para os transplantes efetuados, criação de Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), implantação de software para administrar as listas de espera nacional e regionais e estabelecimento de mecanismos de controle social. O atual orçamento para área de transplantes é de cerca de R$ 500 milhões por ano.
Outras mudanças importantes ainda precisam passar por consulta pública, como a prioridade para as crianças nos transplantes de rins em que os doadores tenham menos de 18 anos.

Fique atento e garanta seus direitos
• O médico que diagnostica a necessidade de transplante deve incluir o paciente na fila única.
• O paciente deve receber um comprovante de inscrição expedido pela Centrais de Notificação, Capacitação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), bem como os critérios de distribuição do órgão ou tecido ao qual se relaciona como possível receptor.
• Deve receber também uma senha e o endereço na internet para acompanhar sempre que quiser sua posição na fila. Ou através das CNCDOs da sua cidade.
• Esse procedimento é gratuito. Ninguém deve cobrar para passar você na frente da fila. Se isso acontecer, denuncie.
• O site da Adote http://www.adote.org.br possui pesquisas e links importantes para quem espera transplante e também para quem pretende ser um doador.

* publicado na Folha Universal (editado)

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5 respostas

7 08 2012
Bya

Nossa acho um tremendo absurdo as pessoas vender partes do corpo com intençao apenas lucrar.
Na minha opiniao essas precisam de um psiquiatra.

1 08 2013
W A G N E R

È MUI FACIL RETALIAR E CRITICAR,DIFICIL E ENTENDER E DAR OPÇOES E TENTAR AJUDAR QUEM ESTA DESESPERADO OFERECENDO O P O R T U N I D A D E E A J U D A.

22 09 2013
jackson veiga

juro que não consigo enxergar onde está o crime nesses casos !! se eu estou vendendo uma parte do meu corpo e a outra parte tem o dinheiro !! pode pagar pela parte oferecida !! creio que no caso eu estaria precisando do dinheiro e a pessoa está precisando da parte oferecida e tem o dinheiro !! não vejo o crime ??? onde está ?? alguém pode me ajudar nessa questão ??? pois eu vendo parte do meu corpo tranquilamente (um de meus rins,parte de meu fígado ou medula óssea) pois tem milhares de pessoas que morrem por falta de uma parte de corpo que não vai em hipótese nenhuma pra pessoa doadora !!! caso alguém se interesse favor entrar em contato comigo !!! fico aguardando anciosamente !!! obrigado …

22 09 2013
jackson veiga

no calor do comentário me esqueci de sitar que sou RH O+ sou saudável nunca fiz nenhum tipo de cirurgia e não tenho vicios e meu e-mail é (jackveigarts1977@gmail.com) obrigado …

14 11 2013
Vinícius

Também concordo que não é crime, pois, quando alguém deseja fazer uma mutilação estética no corpo, não é crime, ou seja, para fins de estética é normal mas quando é para ajudar dois lados interessados é crime. Não concordo.
Estou a disposição vendendo meu RIM e interessados podem me ligar: (83) 9333-0579.

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